Baleia Azul e a Síndrome “Na Minha Época…

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Baleia Azul e a Síndrome “Na Minha Época…

Não se fala mais de outra coisa nas redes sociais e nas rodas de conversas: o jogo suicida Baleia Azul (ou Blue Whale) está tomando proporções gigantescas e assombrando a realidade de pais e mães, que, em sua maioria, estavam tranquilas no seu próprio universo.

Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre o assunto, então acreditei ser extremamente importante trazer o tema ao LinkedIn por ser uma rede profissional. Por quê?

O Jogo

Bom, primeiramente vou resumir sobre o jogo. Os adolescentes são convocados, através de grupos no Facebook, VK e WhatsApp, para participar da Baleia Azul. O jogo consiste em realizar 50 desafios – estes pré-determinados pelos curadores/mentores. Entre os desafios a serem cumpridos estão a automutilação, assistir filmes de terror e que mexem com o psicológico com frequência, praticar coisas ruins com outras pessoas que não fazem parte do jogo e, no fim do jogo, chegar ao suicídio.

As pessoas que comandam esse jogo deixam claro que ao entrar na Baleia Azul não há volta. E isso acontece porque os mentores vão atrás de informações sobre os participantes e de toda sua família. Assim, começam as chantagens em caso de desistência e muitos acreditam que, caso o suicídio não aconteça, eles (os mentores) se encarreguem de tirar a vida do participante.

Enfim, o jogo está se alastrando e, com certeza a destruição que ele deixará poderá marcar uma fase da nossa história. Comecei a notar que algumas pessoas ainda não estão enxergando a gravidade disso e foi por este motivo que vim até aqui escrever.

Você, antes de ser um profissional, é um ser humano. E como está sua humanidade dentro de sua casa? Tem conversado com seu filho? Tem trocado alguma ideia com sua irmã? E seu primos e sobrinhos adolescentes? Você sabe o que eles têm vivido e como a voz deles está sendo ouvida?

“Na minha época…”

Já cansei de ouvir gente da minha idade utilizando essa frase nas coisas banais. E, para minha surpresa, estão usando essa máxima de que “na minha época as coisas eram assim… as coisas eram melhores… não acontecia nada disso… tudo se resolvia com um chinelo e uma louça pra lavar.” para justificar as atitudes dos adolescentes que estão imersos no jogo da Baleia Azul.

Eu tento acreditar que isso seja desconhecimento ou pura ignorância a respeito desse mundo doente que vivemos. Doente no sentido de que as nossas dores não são mais as mesmas da geração passada. Cada geração sofreu de uma forma e não podemos desmerecer uma dor, achando que outra é maior.

Renato Russo já cantava:

Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de atenção.

Então, meus queridos amigos e desconhecidos, que por algum acaso lerem esse artigo: parem. Só por um momento. E respirem. Hoje pode ser que alguém precise te falar algo, então ouça. Nos seus negócios mesmo, dê atenção à quem está falando. Na sua casa, não fale de trabalho, fale de você, de como se sente e pergunte à quem está do seu lado o mesmo.

Vamos ser mais humanos nas nossas relações. As crianças, os adolescentes, os adultos e idosos não são diferentes, precisam da mesma coisa: amor e atenção.

Agnes Gomes tem 25 anos e atua como arte-finalista na empresa Célo Brindes. Possui um projeto chamado Marte Criação para pequenas e médias empresas, uma banda chamada UMNÓ e ainda tem um tempinho para o teatro e a dança contemporânea. Ufa!